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PE monta polos regionais para voltar a vacinar com doses da Pfizer grávidas e mulheres que acabaram de ter bebê

13 maio 2021|Postado em:Notícias


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O governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta (12), que vai usar doses da Pfizer para voltar a vacinar contra a Covid grávidas e puérperas, com ou sem doenças pré-existentes. Para isso, será feita a distribuição a partir de quatro polos regionais: RecifeOlinda e Jaboatão, para a Região Metropolitana e Zona da Mata, Caruaru, para o Agreste, e Serra Talhada e Petrolina, para o Sertão.

Nesta quarta, a vacinação contra Covid-19 de grávidas e puérperas (mulheres que tiveram bebê há até 45 dias) sem comorbidades foi suspensa pela Secretaria Estadual de Saúde. O estado seguiu a determinação do Ministério da Saúde.

O ministério decidiu, na noite da terça-feira (11), que a vacinação de gestantes e de puérperas no Brasil contra a Covid-19 deve ser restrita somente às mulheres com comorbidades (doenças pré-existentes) e elas devem receber apenas as vacinas CoronaVac e Pfizer.

A utilização de AstraZeneca para esses dois grupos já estava suspensa em todo o estado desde terça. Como não há doses extras de CoronaVac, a vacinação de grávidas e puérperas foi interrompida na maioria das cidades em que foi iniciada.

A criação dos polos de distribuição de Pfizer foi anunciada pela Secretaria Estadual de Saúde e por gestores municipais depois da a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), nesta quarta.

Essa ação teve aprovação do Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19.

De acordo com a secretaria, o Programa Estadual de Imunização está montando um plano para orientar as grávidas e puérperas sobre o local da vacinação em cada cidade.

Além disso, o governo vai checar com as prefeituras do Recife, Jaboatão e Olinda para saber quantas das 46,8 mil doses da Pfizer, entregues ao estado na segunda (10), estão disponíveis para fazer a divisão para os polos regionais.

A expectativa, segundo o estado, é que o imunizante seja distribuído na sexta (14). Caso exista demanda, a vacina também poderá ser destinada ao público com comorbidades ou pessoas com deficiência cadastradas no BPC.

Por meio de vídeo divulgado pelo governo, o secretário de Saúde, André Longo, afirmou que a vacinação com as doses da Pfizer é “segura” para de gestantes e puérperas.


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“Tanto o comitê técnico quanto a comissão decidiram pela continuidade do processo de vacinação em Pernambuco”, disse.

Ainda segundo Longo, o estado está organizando a rede solidária nos municípios que são sedes de regionais de Saúde, “para que esse processo de vacinação das gestantes e puérperas possa ter continuidade, a partir deste final de semana”.

Com isso, disse o secretário, será possível entregar as doses da Pfizer “de forma mais capilarizada”. “É para que esses municípios atendam essas mulheres perto de onde elas residem”, declarou.

Diante da informação de que seriam transformadas em polos de vacinação para grávidas e puérperas, prefeituras de cidades do Grande Recife informaram como será a imunização.

No Recife, as unidades da Pfizer serão usadas para imunizar as gestantes e mães que tiveram filhos recentemente, com ou sem comorbidades. Olinda informou que seguirá a mesma linha. Jaboatão disse que ainda estava em fase de definição.

Mais medidas

Na reunião entre gestores, ficou definido, ainda, que será combinado com as prefeituras do Recife, Olinda e Jaboatão para que exista uma compensação para esses municípios, por causa da utilização das doses por moradores de outras cidades.

Essa vacinação será utilizada como piloto para uma possível expansão para outras cidades, caso haja a disponibilidade de mais doses da Pfizer e condições logísticas e técnicas para essa oferta.

Sobre a vacinação de grávidas e puérperas com as doses da AstraZeneca, suspensas em todo o país, após um óbito registrado no Brasil, o governo de Pernambuco disse que ainda aguarda uma definição do governo federal.

O estado espera uma nova orientação sobre como será feita a finalização do esquema vacinal daquelas mulheres que já fizeram a primeira dose.

O secretário André Longo tranquilizou aquelas mulheres que fizeram a primeira dose com a Astrazeneca e frisou que os efeitos colaterais descritos até o momento são raros.

“Nós aguardamos uma posição, o mais rápido possível, do Ministério da Saúde para poder fazer um comunicado para garantir o esquema vacinal dessas mulheres gestantes e puérperas”, disse.

Além disso, o governo informou que a vacinação no grupo de comorbidades e pessoa com deficiência cadastrada no BPC passa a ser feita na faixa etária a partir dos 50 anos, em todo o estado.

Fonte: G1 PE

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